Do lixo pode nascer esperança. Projeto social tira crianças das ruas e contribui para o meio ambiente.

Polaco conversa com as criaças e pais sobre a importância do projeto para a cidadania
 Com boa vontade é possível gerar sonhos, e produzir qualidade de vida
Antes de praticar esportes, as crianças fazem um bom aquecimento e se alongam para evitar lesões
 Geração Jogo Limpo busca redução de criminalidade infantil através do resgate social proporcionado pela prática esportiva e educação ambiental em comunidade carente de Almirante Tamandaré.
Hoje é dia de recolhimento de lixo reciclável trazido pelas crianças que frequentam o projeto, essa é uma das condições para participar, à outra, é obter boas notas no colégio


Algumas das crianças que partcipam do projeto
O projeto comunitário Geração Jogo Limpo vem demonstrando que é possível, por intermédio do esporte, unir objetivos sociais e ambientais em uma comunidade pobre da região metropolitana de Curitiba. O projeto acontece no bairro Jardim Gramados, em Almirante Tamandaré, na Escola Caic. Tem como princípios a inserção de crianças e jovens adolescentes na prática esportiva, com a finalidade de fazer um resgate social e despertar uma consciência ambiental nas pessoas.
Através do futebol de salão e do vôlei, aliado a uma boa conduta escolar, também objetiva o arrecadamento de materiais recicláveis. Mesmo sem muitos recursos, o projeto social tira crianças das ruas e as afasta da criminalidade, drogas e da violência.
O fundador do projeto, Valtemir Honório Santos, 37, mais conhecido como Polaco, conta com a ajuda de alguns colaboradores e também voluntários. Começou a empreender o projeto há 5 anos e hoje conta com 157 crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos. Recentemente, conseguiram o apoio da Humsol (Instituto Humanista de Desenvolvimento Social) para adquirir materiais esportivos e patrocinar viagens. Polaco diz que “a recompensa é ver a alegria das crianças. Eles me consideram um pai e amigo, alguém que eles falam as coisas que jamais falariam pros seus próprios pais”.
            De acordo com Ademir da Silva Julio, porteiro, 35, pai de Derick Eduardo Silva, 9, que também participa do projeto “É um ótimo projeto. Se o Derick piorar na nota, falo que vou tirar do treino.” Um dos critérios do projeto é apresentar o boletim escolar a cada bimestre, sendo averiguados a presença e as notas.
            Segundo Polaco “nós queremos minimizar a violência, diminuir o contraste social, e mesmo com a ausência do poder público e das famílias desestruturadas, tentamos fazer isso”. Polaco conclui afirmando que “o caminho para a paz e progresso na sociedade começa pela atitude de cada cidadão”.

Por Rogério Teotônio Rodrigues

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