ENTREVISTA - A morte não é o fim. Para Jussara Joekil, perito criminal a mais de 20 anos, especialista em morte violenta – ela representa o que mais ama fazer, a justiça
O ser humano é avesso a certos temas que o incomodam. A morte é um deles. Jung em seu ensaio intitulado Alma e morte se contrapõe a esse pensamento ao dizer “devemos perceber como é grande a semelhança entre o desejo de viver e o desejo de morrer. Só permanece vivo quem estiver disposto a morrer”. O nosso personagem se relaciona todos os dias com esse tema, pois trabalha a muitos anos com o assunto. Mas nem por isso é menos humano, como qualquer outra pessoa, ou passa a ser descrente, por ver tanta desgraça alheia. Enfim, a morte pode estar banalizada, mas cada indivíduo possui o seu olhar sobre essa questão. Só depende de onde se está, à margem ou no centro da questão. Nascida e criada no bairro Portão, Jussara Joekil, 52 anos, presenciou tanto mudanças drásticas nos costumes curitibanos, quanto nos aspectos urbanos da cidade. Junto com a metrópole, nascem os arranha-céus, indústrias, desenvolvimento, etc. Mas também ...