Texto produzido por meu colega e amigo Elian Woidello. Por quem tenho enorme apreço e admiração. Valeu Gauchinho!!!
Do trilho do trem ao voo da gralha azul
Quando se caminha por Curitiba, não é difícil encontrar algum velhinho que ao
falar de futebol diga:”Sou boca-negra”, é incrível pensar como em tão pouco
tempo tantos times formaram a identidade de um só.
Aqueles trabalhadores das linhas férreas que montaram um clube para
representar, o Ferroviário, e depois o Colorado até virar Paraná Clube, esse é
um lado da história.
O Boca-negra primeiramente surgiu para congregar funcionários da linha
férrea, mas em pouco tempo, tornou-se oito vezes campeão de profissionais,
construiu o mais moderno estádio do Paraná na década de 1940 o Vila
Capanema, revelou grandes craques, lotou estádios por onde passou e
desenvolveu admirável intercâmbio nacional e internacional, também foi o
primeiro time paranaense no Torneio Roberto Gomes pedrosa.
Nos anos 60 tinha como um dos principais rivais o Coxa, alias, para seu
Gregório, ex- trabalhador das linhas férreas, e ex ponta direita do
Ferroviario:”Em jogo contra o Coxa a gente ia pensando em chutar as pernas, e
não a bola”.
O apelido Boca Negra surgiu nos anos 1950 e foi dado graças a descoberta de
uma etnia indígena no Brasil, mas com a constante urbanização que o país
vinha sofrendo após o governo JK, o incentivo para utilização de estradas, as
linhas férreas caíram no esquecimento, e o trem da capital, não parou, e sim,
mudou juntou-se a outros o Britania e o Palestra (que já tinham parado com o
futebol profissional), assim em 1971 no auge dos anos de chumbo nasceu o
clube do povo o Colorado
O Colorado foi tão vitorioso quanto o Ferroviário, e isso durou até 1989, quando
o Colorado realizou a ultima partida de sua história contra o Coritiba
empatando em 3 a 3, no dia 19 de Dezembro, mesmo dia da emancipação
política do estado do Paraná, nasce o Paraná Clube, oriundo de uma fusão
com o pinheiros, mas ai já é outra história.
Texto; Elian Woidello

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