Branded Content, um norte sem fim
Olá
caros leitores, vejamos o que acabou de ocorrer nesta semana. Uma medida que
visa proteger os consumidores das publicidades impertinentes, inoportunas e
exacerbadas das operadoras de telefonia foi criada no intuito de proteger os
cidadãos brasileiros dessa inconveniente propagação de sua ideia, marca,
produtos, serviços, etc. Mas de que forma isso será possível? Possibilitando o
cancelando da habilitação desse serviço. O que comprova esse inconveniente são os
altos índices de aceitação e adesão dessa medida de regulação. Prova disso foi
o número de mais de 700 mil cancelamentos feitos somente em um dia desse tipo
de serviço por meio do portal naomepertube.com.br Isso mostra o quão a sociedade está cansada dessa
invasão, intromissão e falta de bom senso desse tipo de serviço e outros
oriundos das operações de telefonia.
Mas
a pergunta que não quer calar é: Por que afinal o site Não PERTUBE surgiu?
Creio
que por inúmeros motivos, mas principalmente pelo falta de bom senso, intrusão
e invasão das operadoras quanto a esse recurso publicitário e respeito as
individualidades em prol do mero mercantilismo comercial. Fato consumado é que
as pessoas demonstram todo dia sua insatisfação e indignação quanto a essas
abordagens meramente comerciais que visam induzir pela oferta exacerbada e
constante. As pessoas já estão cansadas disso, elas querem mais. Elas querem
algo que foque nelas.
Mas o que seria então???
Branded
Content não é só uma estratégia de marketing ou uma ferramenta de gestão. Diz
respeito ao conteúdo da marca. Isto é, aquilo que realmente importa para as
pessoas e que faz sentido a elas. Compete a não intrusividade, estabelecimento
de vínculos, credibilidade, confiança, e acima de tudo, estabelecimento da
marca pela não venda direta da própria e respeitando o consumidor ou seu
cliente zelando pelo livre arbítrio de suas escolhas.
Para não
correr o risco do exemplo citado acima a marca deve se resguardar preservando
suas qualidades, atributos, produtos, serviços, pacotes, promoções, etc, pois
as pessoas e não os produtos ou serviços são o principal cerne dessa
ferramenta.
No Branded
Content falar pouco de si é crucial para desvincular o propósito comercial e
mercantilista do mercado. Hoje as pessoas querem ser tratadas como humanas e
com dignidade. Os seres humanos atuais não aceitam as coisas com mera
passividade e consentimento ressentido. Elas buscam tendências, coisas novas e
acima de tudo o respeito a sua intimidade, particularidade, individualidade,
privacidade, repertório, conteúdo e expectativa de vida.
Os
seres de hoje desejam e anseiam por menos intrusão e invasão. E pedem por mais
participação, engajamento, e presença desde que essa não seja invasiva,
corrosiva, maçante e prisme pela fidelização advinda da manutenção oriunda da
criação de vínculos com a marca. Ser uma marca presente e impactante não é
importunar o seu cliente, é dar a ele oportunidades de se aprimorar, propiciar
o desenvolver dos seus saberes, culturas e aprendizados embasados sobretudo em
tecnologia, inovação e conhecimento.
O
ser humano é cativado a evolução se for instigado e motivado a querer mais.
Para perpetuar uma marca, no Branded Content ela não deve se colocar como o
centro, mas como um elo de ligação para que os indivíduos possam alcançar seus
objetivos. Quem deve estar no centro nessa estratégia são as pessoas, seus
comportamentos, suas opiniões, objetivos, preferências, etc. Nesse caso, a
marca deve se colocar em segundo ou terceiro planos, trabalhando seus
conceitos, valores, contextos e particularidades únicas para encontrar seu
diferencial competitivo frente aos seus concorrentes, isso é o que torna cada
marca única na cabeça das pessoas.
Pelo Branded
Content isso é possível. O desafio é entrar na vida das pessoas sem que elas
percebam como diria o salmo 91 " Aquele que habita no esconderijo do
altíssimo à sombra do onipotente descansará". Isto quer dizer que a
marca deve operar em silêncio, não deve forjar um sentido, um forçar um valor
que não combine com sua característica em detrimento de algo. Muito menos
buscar alguma coisa que tenha cunho egocêntrico, narcisista, próprio,
partidário ou político. Deve se colocar a mercê de tudo isso, escondida ao
passo que apareça sem ser vista. Assim vai sem lembrada pelo imaginário, pelo
intangível e pelo que faça as pessoas pensarem e refletirem sobre sua vida e
sobre o mundo. Logo permanece, se finda e fica.
Por outro
lado, para muitos isso é navegar contra a correnteza e pode ser loucura. No
entanto, se pararmos para pensar é o único caminho para a evolução ou pelo menos
um dos mais rentáveis e viáveis. Quando Cabral saiu rumo ao desconhecido mal
poderia imaginar o que poderia encontrar. Mas descobriu algo que até então
estava em oculto por sua ousadia e coragem em desbravar o desconhecido ou o
ainda não habitado pela sociedade da época.
O
Braded Content é isso. É ir atrás de algo sem nada esperar, pelo menos a curto
prazo de tempo, pelo simples fato de poder encontrar algo novo. Mas para tal,
deve-se navegar como um barco nas correntezas do oceano. Velejar é isso. Se
deixar levar pela maré, pela correnteza, pelo vento, pelo mar, mas com foco no
futuro, como uma estrela guia, uma bússola, um mastro, uma vela e tudo mais. E
isso vai lhe conduzir a um caminho sem igual. Branded Content é quebrar as
regras e aceitar que as pessoas são o centro e sempre. E nós devemos servir a
elas da melhor maneira possível. Isto é, sem intrusão e invasão, falar
minimamente de si e mais do que realmente importa a elas. Assim a criação de
vínculos se dará automaticamente pela confiança, respeito, credibilidade e
criação de vínculos perpétuos e longínquos que se prolongarão não só por sua existência e
manutenção, mas pela criação de novos circuitos identitários associados a
credibilidade do boca à boca e da massividade do contato interpessoal e propagação
do que se ocorre ou acontece pela velocidade de disseminação e credibilidade
que disso impera.
Aquilo
que mantém e sustenta algo é o que o torna indispensável na vida das pessoas.
Vender é algo maior do que meramente trocar algo, é dar novas possibilidades a
outrem, é propiciar novos caminhos e esperanças de encontrar um mundo novo como
Cabral o fez.
Branded
Content é navegar num vasto oceano em que se pode descobrir belezas e grandezas
inimagináveis e infinitas. Basta estreitar o contato com seu público ao ponto
que confie em você ao passo que lhe indique para os outros e melhor seja o seu
propagador da sua marca pela experiência de vida que propiciou a ele.
Rogério
Teotonio Rodrigues

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